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Há aproximadamente 2 anos eu e a minha companheira Juliana, decidimos escrever nosso primeiro projeto fotográfico juntos.

No inicio achávamos que seria apenas uma tentativa. Eu ainda me sentia inseguro, e pensava como seria ir pras ruas sozinho em busca do desconhecido. 

Acontece que nunca sabemos o que o futuro nos reserva, e isso de certa forma torna tudo mais desafiador e emocionante em nossa trajetória.

Nesses dois anos do projeto ” Quem dorme na rua passa o dia de pijama” percebi algo que ia além de fotografar moradores de rua, era a minha experiência de Vida com essas pessoas. Conhecer um pouco dessa realidade me fez enxergar quem eu sou, porque estou aqui e onde pretendo chegar. 

Parece engraçado, sempre ouvi dizer que na rua só se aprende o que não presta, o que não faz mais sentido pra mim.

Entre erros e acertos, nada foi de mão beijada. Escrever um projeto e fazer com que ele tenha vida  é preciso estar aberto a novas experiências, novos desafios.

A cada retrato feito, a cada história contada, a cada montagem um sonho foi se construindo.

Mas nem tudo é glamour, num país onde a cultura só é bem estruturada para aqueles que já tem o seu espaço no mercado ou na mídia. 

Aqueles artistas que trilham seus primeiros passos, precisam  implorar por um espaço que nos é de direito. Pólos culturais que dificultam qualquer atividade em espaços que em muitas vezes encontram-se abandonados.

Desrespeito não só ao artista, mas a sua obra.

Não pensávamos em mudar o mundo com o projeto, mas sim aproximar as pessoas de outras realidades que estão diante dos nossos olhos em nosso dia a dia. Respeitar mais, sem indiferença. E que muitas vezes um sorriso ou uma conversa pode valer muito mais que uma esmola.

Deixo aqui minha enorme gratidão a todos os moradores que foram retratados durante esse tempo, obrigado por me deixarem mostrar um pouco sobre vocês. 

Quero agradecer também a todos que foram as exposições, e deixaram suas mensagens, crítica ou elogio.

Obrigado a todos que me ajudaram de alguma forma para que esse trabalho fosse construído, em especial Juliana dos Santos.