Mês: junho, 2012

Lurdes é uma m…

Image

Lurdes é uma moradora de rua que fica embaixo de um viaduto próximo ao metrô Artur Alvim, zona leste de São Paulo. Enquanto aguardava a divulgação do resultado do VAI foi que a conheci , durante o trajeto do trabalho para casa eu decidi me aproximar.O primeiro registro fotográfico do projeto foi o seu.Lurdes tem dois cachorros que lhe acompanham, cujo dá os nomes de Totós.Não foi muito possível conseguir entender porque ela mora na rua e a quanto tempo ela está ali, pois ela não estabelece uma ligação de raciocínio durante nossas conversas, mas ela sempre é muito generosa e receptiva.Meu primeiro registro fotográfico foi com ela, na verdade pensei muitas coisas sobre o meu projeto quando lhe observava, ainda de longe e criava coragem para me aproximar.

Apresentação

“Quem dorme na rua passa o dia de pijama” é um projeto fotográfico contemplado pelo Programa Vai (Uma lei de incentivo à cultura na cidade de São Paulo) neste ano, com finalidade de desenvolver fotografias sobre moradores de rua na Capital Paulistana desde Zona Norte à Sul, da Zona Leste à Oeste e Centro. Essas fotografias serão expostas de outubro à dezembro em diversos pólos culturais, como Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, no Céu Jaçanã (ambos na Zona Norte), e Céu Curuçá (Zona Leste), e outros locais ainda em processo de definição.

A proposta do projeto constitui ainda em conhecer um pouco da história desses moradores e do ambiente em que vivem e retratar essas histórias e depoimentos através desse blog. É através desses retratos também que desejo aproximar cidadãos de uma outra vertente de sua realidade diária, a modo de possibilitar reflexão em todos, sobre o espaço que habitam.

Ficha técnica do projeto:

Fotografia: Thiago Lima
Produção: Juliana dos Santos
Montagem da exposição: Ricardo Araujo
Arte: Jonny Jorge

O título “Quem dorme na rua passa dia de pijama” é uma referência à um graffiti que eu vi na rua da Consolação no centro de São Paulo, entitulado “Quem mora na rua anda o dia todo de pijama”. Hoje o muro em que está escrito a frase está parcialmente destruido, servindo como cenário dos abrigos de moradores de rua que moram por ali.